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24 de agosto de 2007

Psicologia Clínica e Experiência Religiosa




Psicologia Clínica e Experiência ReligiosaKarine Cambuy
Mauro Martins Amatuzzi
Thais de Assis Antunes



Considerando que o fenômeno religioso se faz presente, cada vez mais, nos atendimentos psicológicos, bem como a dificuldade dos profissionais da área, principalmente de psicólogos, frente a questões ligadas a esta temática, este artigo faz uma reflexão sobre a questão da religiosidade na clínica psicológica a partir do referencial teórico humanista. Além disso, há propostas de modos de trabalho relacionados com a problemática. Para ilustrar a discussão destacaram-se alguns exemplos fictícios, construídos com base na experiência atual dos autores. Sugere-se que, através da atitude de interpretação restauradora, o psicólogo possa facilitar a emergência da experiência religiosa em sua originalidade própria e levar a pessoa a vivenciar plenamente as questões de sentido que se fazem presentes. Essa atitude pode permitir ao paciente entrar em contato com sua experiência e, assim, refletir sobre a mesma, em toda sua amplitude, rumo a um crescimento pessoal.

(leia na Integra)

Fé e ideologia na compreensão psicológica da pessoa




Fé e ideologia na compreensão psicológica da pessoa
Mauro Martins Amatuzzi

Estudo teórico que visa discutir fé e ideologia como dimensões psicológicas da pessoa influenciando sua ação. Segue os caminhos de uma reflexão fenomenológica sobre a experiência. Fé e ideologia aparecem como dimensões complementares e não opostas. A fé diz respeito à ligação com os fins visados mas não ainda experimentados, e a ideologia diz respeito à visão de mundo conseqüente a essa ligação com os fins. São examinados diversos âmbitos da experiência de processo: o individual, o de grupo, o social, o ecológico e o universal. Fé e ideologia manifestam-se em todos os âmbitos. A fé se torna religiosa, implicita ou explicitamente, quando se faz experiência da indagação pelo significado último. Daí se segue também uma ideologia abrangente. Ambas terão influência sobre todos os demais âmbitos da experiência. A psicologia não pode desconsiderar os estados da fé e da ideologia se quiser ser um conhecimento do humano. (...)

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