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30 de outubro de 2008

Religião






Pesquisa sobre religião


Por Paulo Borges, da Universidade de Lisboa.


Cremos que um dos maiores desafios de sempre, mais urgente no atual momento histórico, é contribuir para que a religião, um dos fatores mais constitutivos da experiência humana, mas também dos mais indutores de conflito, por suscitar as adesões mais passionais e irrefletidas às revelações e representações da verdade absoluta, se converta em estímulo ao diálogo, à compreensão mútua e ao progresso espiritual e social. Cremos também que isso só será possível, sem sacrifício das diferenças religiosas, expressão da riqueza e diversidade do património e da experiência humanos, por um aprofundamento de cada uma que, relativizando as formulações doutrinais e dogmáticas à experiência ético-espiritual do sentido último das coisas e do bem comum, permita reconhecer as diversas tradições religiosas e também laicas como mediações e vias diferentes para um mesmo ou semelhante fim. Contudo, a subordinação das vias a um fim que as transcende enquanto tais, e que vemos como a plena realização humana na experiênciada natureza última e comunitária da realidade, deve acompanhar-se da consideração de que, para cada homem e grupo humano concreto, com características psicológicas e condições histórico-culturais diferenciadas, esse fim se atinge mediante a via específica que melhor se lhes adequa, prevenindo-nos das ambiguidades (...)

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Experiência Religiosa e Crescimento Pessoal: Uma Compreensão Fenomenológica


Por Thais de Assis Antunes Baungart e Mauro Martins Amatuzzi


O objetivo desta pesquisa foi entender em que sentido a experiência religiosa de católicos pode estar relacionada com o crescimento pessoal. Foram realizadas entrevistas não diretivas ativas com quatro pessoas praticantes da religião católica. Os participantes tinham mais de 18 anos e foram indicados por líderes religiosos. As entrevistas foram analisadas qualitativamente dentro de um enfoque fenomenológico. A experiência religiosa dos participantes mostrou-se relacionada com o crescimento pessoal num sentido de mudanças subjetivas. Tais mudanças trouxeram como conseqüência alterações nos comportamentos dos entrevistados, tais como: maior tolerância nos relacionamentos interpessoais, inserção em grupos sociais, autoconhecimento e empatia. Segundo os depoimentos, essas mudanças subjetivas proporcionaram uma melhora na qualidade de vida dos participantes.

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20 de maio de 2008

Religião e Saúde Mental




" (...) A área da religião e da saúde mental é um campo clínico e de pesquisa com enorme potencial. Espero que este volume pioneiro da Revista de Psiquiatria Clínica possa estimular e abrir caminho a novas pesquisas e discussões que, em última instância, permitirão que os clínicos reconheçam a importância das crenças espirituais na saúde e nas doenças mentais dos pacientes que servimos, desse modo conduzindo a uma nova era de cuidados psiquiátricos culturalmente sensíveis à pessoa como um todo.
Em virtude do papel que as crenças religiosas e espirituais podem ter na doença psiquiátrica, é importante que psiquiatras coletem uma história espiritual em que sejam exploradas as crenças do paciente que podem estar influenciando a doença mental e como o paciente está lidando com a doença. Além disso, são necessárias muito mais pesquisas para melhor compreender como os diversos sistemas de crenças religiosas no Brasil e em outros países da América do Sul interagem com e influenciam os transtornos mentais."

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http://psicologiadareligiao.files.wordpress.com/2007/10/religiao-espiritualidade-e-psiquiatria.pdf